terça-feira, 22 de junho de 2010

Desilusão do Quase


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez,é a desilusão de um “quase”.


É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.


Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,nas chances que se perdem por medo,nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.


Pergunto me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna;ou melhor, não me pergunto, contesto.


A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos,na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.


A paixão queima, o amor enlouquece, e o desejo trai.


Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas,os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.


O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz de si.


Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.


Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.


Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.


Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando.


Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu! (Luiz Fernando Veríssimo)

ÁPICE...

Depois...
Do amor aconchego-me em teus braços.
E me refaço do cansaço...
Das cavalgadas em teu corpo.

Doce e sublime este momento...
Beijos acariciantes...
Deslizam feito plumas...
Em nossos corpos acalorados.

O amor já satisfeito
Deixa em nós sabor
Jamais experimentado.

É madrugada a lua a meio céu...

Mas para nós o sol continua a brilhar.
Aquece o espaço vital de nosso abraço.

Eu e tu...
Refeitos pelo prazer...
Alucinado...inusitado...
Amor total

Seguiremos pela vida sem mais dor
Apenas amor...
Ternura...

E por dias sem fim celebraremos este amor
Com carinho e sem pudor...

Marissol Youseph

segunda-feira, 21 de junho de 2010

RECIPROCIDADE!

Mande-me o sol e a lua
O céu e o mar
As nuvens e as estrelas.
Mande-me o fogo e a água
A tempestade e a bonança
O início e o fim.
Mande-me o grito e o silêncio
O choro e o sorriso
O beijo e o abraço.
Dê-me um abraço de despedida e um beijo caliente.
Pegue em minhas mãos e toque meu coração.
Dê-me a paz que preciso para viver
E a vontade que necessito para lutar pela vida.
Torna-me uma pessoa alegre e tornar-te-ei o mais feliz
Suspire ao me ver e dar-te-ei prazer ao me tocar.
Mande-me flores e eu serei a tua rosa.
Mande-me contentamento e dar-te-ei satisfações.
Seja meu anjo e eu serei o teu eterno amor.
Natalia Araújo

domingo, 20 de junho de 2010

AMIGOS!

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os amo, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

(Vinicius de Moraes)

sábado, 19 de junho de 2010

Eu Te Amo não diz Tudo!


O cara diz que te ama, então tá!
Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.
Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras, precisa de lealdade, sinceridade, fidelidade…
Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade,que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos
para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos atrás,
é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica Triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d’água.

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão…
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute:

Eu te amo não diz tudo!

(Arnaldo Jabor)

Blog's

"os sismógrafos não escolhem os terremotos,

reagem aos que vão ocorrendo,

e o blog é isso, um sismógrafo."

José Saramago

A VIAGEM

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam.
E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa.
Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”,
saiba que não era assim.
O fim de uma viagem é apenas o começo de outra.
É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.
É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles.
É preciso recomeçar a viagem.
Sempre.

José Saramago

quarta-feira, 16 de junho de 2010

JUSTIFICAR A FALTA DE ATITUDE!


É isso mesmo!
Muitas pessoas ficam justificando com argumentos mornos sua falta de atitude.
Explicam o porquê que não fizeram.
Acham que os outros devem fazer por eles.
São vítimas das injustiças e que ninguém os apóia.
Encontrar facilidades de viver sem ter que enfrentar os obstáculos, é a sua força.

Estamos no mundo para termos atitudes.
Somos seres naturalmente culturais e se não tomarmos atitudes, nos perdemos na nossa missão de pessoas.

Temos que aprender sobre as nossas características para dar significado a nossa vida.
Somos a nossa própria razão de ser e se não agirmos como tal, só nos resta procurar justificativa a nossa falta de atitude.

Aprender é a nossa razão de ser pessoa.
Aquele que não tem esta compreensão faz de sua vida um funil, que vê suas esperanças sem possibilidades de encontrar saída.

Primeiro devemos aprender a pensar e depois pensar planos de solução às nossas dificuldades e sonhos.

Celso de Oliveira Souza
Prof. Reitor da UNIBAVE

terça-feira, 15 de junho de 2010

Quando Me Faltarem as Palavras...


Quando me faltarem as palavras, por favor olhe no fundo dos meus olhos. Meu olhar revela muito alem do que consigo expressar com os meus humildes vocábulos.

Quando me faltarem as palavras, perceba a minha respiração. Ela poderá dizer que sentimentos perturbam minha mente enquanto eu permaneço em silêncio.

Quando me faltarem as palavras, veja em meus lábios se estão tentando te dizer alguma coisa. Às vezes o coração está tão cheio que, mesmo não querendo, as frases começam a escapar.

Quando me faltarem as palavras, toque-me nas mãos e sinta a energia que estou transmitindo. Num simples aperto de mão podemos descobrir muito de uma pessoa.

E se ainda assim eu permanecer em silêncio, quando me faltarem as palavras me abrace forte e ouça com atenção que tem a dizer meu coração... este não para de falar um momento sequer, e dele nada consigo esconder, então estará sempre disposto a te dizer a verdade.

Mas se me faltarem as palavras, e eu não tiver mais o brilho no olhar, se parei de respirar, se minha boca não se expressa mais, meu tato está frígido e meu coração parou de pulsar...Espere comigo no silêncio, o momento exato de ressuscitar!!!

Deyvid Guedes

sábado, 12 de junho de 2010


EU QUERIA...

Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém;
Assim, sem precisar procurar no meio da multidão.
Alguém comum, sem destaques evidentes, ou dentes perfeitos.
Alguém que soubesse se aproximar
sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante.
Alguém com quem eu pudesse conversar
sobre filosofia, literatura, música, política
ou simplesmente sobre o meu dia.
Alguém a quem eu não precisasse impressionar
com discursos inteligentes
ou com demonstrações de segurança e autoconfiança.
Alguém que me enxergasse sem idealizações...
Alguém que me encontrasse,
até quando eu tento,desesperadamente me esconder do mundo...
Eu queria sair por aquela porta
e conhecer alguém imperfeito.
Feito para mim.
Alguém com qualidades e defeitos suportáveis.
Que não fosse tão bonito e ainda assim,eu não conseguisse olhar em outra direção.
Alguém educado, mas sem frescuras;
Engraçado e, ao mesmo tempo, levasse a vida a sério,
mas não excessivamente.
Que não depositasse em mim,
a responsabilidade exclusiva de fazê-lo feliz,
para com isso tentar isentar-se de culpa quando fracassasse.
Alguém de quem eu não precisasse,
mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo.
Que me dissesse que eu canto mal
e que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada.
Alguém que me olhasse nos olhos quando fala,
sem me deixar intimidada...
Alguém com quem eu pudesse aprender
e ensinar sem vergonhas ou prepotências.
Alguém que me roubasse um beijo
no meio de uma briga e me tirasse a razão
sem que isso me ameaçasse;
E ainda assim, não perder o mistério
ou o encanto dos primeiros dias.
Alguém que segurasse minha mão
e tocasse meu coração.
Que não me prendesse,
não me limitasse, não me mudasse...
Alguém que me levasse ao cinema e,
depois de um filme sem graça, me roubasse boas gargalhadas.
Alguém de quem eu não quisesse fugir,
quando a intimidade derrubasse nossas máscaras...
By Mr. Rotta

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A Voz Do Silêncio!


Pior do que a voz que cala,

é um silêncio que fala.

Simples, rápido!

E quanta força!


Imediatamente me veio à cabeça situações

em que o silêncio me disse verdades terríveis,

pois você sabe,

o silêncio não é dado a amenidades.

Um telefone mudo.

Um e-mail que não chega.

Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,depois de uma discussão.

O perdão não vem,

nem um beijo,

nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas

que a gente não quer ouvir,

pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento

articulam argumentos,

expõem suas queixas,

jogam limpo.

Já o silêncio arquiteta planos

que não são compartilhados.

Quando nada é dito,

nada fica combinado.

Quantas vezes,

numa discussão histérica,

ouvimos um dos dois gritar:

"Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!"

É o silêncio de um, mandando más notícias para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações

em que o silêncio é bem-vindo.

Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua,

o silêncio é um bálsamo.

Para a professora de uma creche,

o silêncio é um presente.

Para os seguranças de um show de rock,

o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,

quando a relação é sólida e madura,

o silêncio a dois não incomoda,

pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba,

é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,

não há emails na caixa de entrada

não há recados na secretária eletrônica

e mesmo assim, você entende a mensagem.

Martha Medeiros

O Amor, Quando se Revela...



O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente


Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa